A aposentada da Caixa Maria Lucy de Oliveira Gomes fez uma doação de revistas de crochê e ponto cruz para a cooperativa “Coopeart - Mãos que fazem”, criada em Caraúbas do Piauí com a colaboração do Movimento Solidário da Fenae. Dona Lucy é a mais nova parceira do projeto, que continua tendo o apoio dos empregados da Caixa em diversas oportunidades.
Dona Lucy nasceu em União, município do interior do Piauí. Ingressou na Caixa em 1950 e se aposentou em 1980, quando já estava em Brasília, trabalhando na biblioteca da matriz. Ela ficou sabendo sobre a cooperativa das artesãs caraubenses por meio de uma matéria publicada na Revista Fenae Agora. Saiba um pouco mais sobre essa iniciativa da Dona Lucy na entrevista a seguir.
A senhora já esteve em Caraúbas do Piauí?
Dona Lucy: Já conhecia Caraúbas do Piauí. Primeiro porque sou piauiense e depois pelas reportagens na TV, mas nunca estive lá, fisicamente. Fiquei sabendo que esse lugar era um dos mais carentes do estado. Quando recebi a revista da Fenae em casa e vi a notícia sobre a Maria dos Remédios [uma das artesãs da cooperativa “Mãos que fazem”], dizendo que elas tinham vendido produtos numa feira em Teresina (PI), fiquei com vontade de ajudar essas mulheres de alguma forma. Aí eu telefonei pra Teresina e fui conversando com várias pessoas até conseguir entrar em contato com a Maria dos Remédios.
E a idéia da doação das revistas?
Dona Lucy: Quando liguei para Maria dos Remédios pela primeira vez eu perguntei com o que elas estavam trabalhando e do que elas estavam precisando. Aí elas me falaram que estavam fazendo ponto cruz e vagonite. Como eu fazia muito ponto cruz e sempre gostei de ter revistas sobre esse assunto em casa, daí eu resolvi enviar revistas sobre esses trabalhos manuais para as artesãs. Perguntei se elas gostariam de receber umas revistas e elas me perguntaram quanto ia custar. Quando eu disse que não teria custo, elas imediatamente aceitaram. Enviei quase 60 revistas. Houve uma greve nos Correios, mas eu liguei pra elas pra confirmar o recebimento e elas já me falaram que adoraram o material.
Como a senhora avalia o trabalho da Fenae na área de Responsabilidade Social?
Dona Lucy: Eu vejo assim: o “bolsa família” pode dar alguma coisa para as famílias, mas a pessoa pode gastar esse dinheiro de uma vez e não ter mais como se sustentar. Se as mulheres aprenderem essa atividade, nunca mais vão perder isso. Elas podem passar o conhecimento pros filhos, se os filhos não quiserem aprender, elas podem trabalhar até ficarem velhinhas e isso é muito bom. Essa iniciativa da Fenae é muito importante. Depois, elas vão precisar de alguém que ensine a vender a produção e a não gastar tudo de uma vez, deixando sempre uma parte para compra de material.
Dona Lucy nasceu em União, município do interior do Piauí. Ingressou na Caixa em 1950 e se aposentou em 1980, quando já estava em Brasília, trabalhando na biblioteca da matriz. Ela ficou sabendo sobre a cooperativa das artesãs caraubenses por meio de uma matéria publicada na Revista Fenae Agora. Saiba um pouco mais sobre essa iniciativa da Dona Lucy na entrevista a seguir.
A senhora já esteve em Caraúbas do Piauí?
Dona Lucy: Já conhecia Caraúbas do Piauí. Primeiro porque sou piauiense e depois pelas reportagens na TV, mas nunca estive lá, fisicamente. Fiquei sabendo que esse lugar era um dos mais carentes do estado. Quando recebi a revista da Fenae em casa e vi a notícia sobre a Maria dos Remédios [uma das artesãs da cooperativa “Mãos que fazem”], dizendo que elas tinham vendido produtos numa feira em Teresina (PI), fiquei com vontade de ajudar essas mulheres de alguma forma. Aí eu telefonei pra Teresina e fui conversando com várias pessoas até conseguir entrar em contato com a Maria dos Remédios.
E a idéia da doação das revistas?
Dona Lucy: Quando liguei para Maria dos Remédios pela primeira vez eu perguntei com o que elas estavam trabalhando e do que elas estavam precisando. Aí elas me falaram que estavam fazendo ponto cruz e vagonite. Como eu fazia muito ponto cruz e sempre gostei de ter revistas sobre esse assunto em casa, daí eu resolvi enviar revistas sobre esses trabalhos manuais para as artesãs. Perguntei se elas gostariam de receber umas revistas e elas me perguntaram quanto ia custar. Quando eu disse que não teria custo, elas imediatamente aceitaram. Enviei quase 60 revistas. Houve uma greve nos Correios, mas eu liguei pra elas pra confirmar o recebimento e elas já me falaram que adoraram o material.
Como a senhora avalia o trabalho da Fenae na área de Responsabilidade Social?
Dona Lucy: Eu vejo assim: o “bolsa família” pode dar alguma coisa para as famílias, mas a pessoa pode gastar esse dinheiro de uma vez e não ter mais como se sustentar. Se as mulheres aprenderem essa atividade, nunca mais vão perder isso. Elas podem passar o conhecimento pros filhos, se os filhos não quiserem aprender, elas podem trabalhar até ficarem velhinhas e isso é muito bom. Essa iniciativa da Fenae é muito importante. Depois, elas vão precisar de alguém que ensine a vender a produção e a não gastar tudo de uma vez, deixando sempre uma parte para compra de material.

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